O porque de ter gostado d´O Hobbit: A Desolação de Smaug

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O mais recente filme de Peter Jackson ambientado no Universo de J.R.R. Tolkien, O Hobbit: A Desolação de Smaug, tem ocasionado um fenômeno que, para mim, é no mínimo inusitado: uma legião de fãs odiando e achincalhando o trabalho do Diretor Neozelandês. Muitas pessoas estão saindo das salas de cinemas com um sorriso amarelo no rosto, outra parte com um sorriso de satisfação e alguns muito tristes, quase que aos prantos ou resmungando. Existem aqueles que dizem que o filme “É bom, mas é ruim”; e existem alguns que acham a película “ruim, mas é boa”. E isso vem se refletindo na internet e redes sociais. É uma confusão estranha, diferente de pelo menos 13 anos atrás, onde fãs de literatura fantástica reverenciavam o que foi feito na trilogia do Senhor dos Anéis, enquanto aqueles que desconheciam Tolkien acharam os filmes “legalzin”. Hoje aqueles odeiam o Hobbit, enquanto estes vêm elogiando. Eu meus amigos, acho que estou fazendo parte de uma exceção. Pertenço aqueles que são fãs de Tolkien, mas que adoraram o que Peter Jackson nos passou em sua adaptação do Hobbit.

Cumpre registrar, amigo leitor, que esse texto é uma opinião pessoal, que levanta questionamentos sobre a opinião de muitas pessoas que assistiram aos filmes, mas sem a pretensão de impor o que acho. Na verdade, quero explicar porque gostei tanto de O Hobbit: A Desolação de Smaug. Por isso, não tomem minhas palavras como definitivas nem ofensivas, afinal, ninguém é obrigado a concordar.

Primeiramente, é preciso deixar claro uma coisa. Existe a versão de Senhor dos Anéis de Tolkien, que é o livro; e existe a versão de Senhor dos Anéis de Peter Jackson, que é a trilogia cinematográfica. Consequentemente, o mesmo pensamento deve se estender ao Hobbit. Nos livros, O Hobbit é uma aventura que introduz um mundo e, principalmente, uma raça de seres pequenos e pés peludos, e está ligada ao Senhor dos Anéis, já que este é uma continuidade daquela. Os filmes do Hobbit vêm seguindo o mesmo propósito. Por ser uma adaptação, Peter Jackson tem aproximado essas obras mais recentes a sua famosa e inquestionável trilogia. Com isso, o Diretor se afasta cada vez mais do espírito e da aura que permeia o livro infanto-juvenil, o que, aparentemente, tem desagradado aos fãs dos livros. Mas infelizmente, para entender as decisões de roteiro tomadas pelo cineasta, precisamos compreender o que ele tem feito, que é uma adaptação, intimamente ligada aos filmes da Trilogia Senhor dos Anéis. E aí, preciso ser sincero, na MINHA opinião, ele tem feito isso muito bem.

As ligações, por exemplo, foram estabelecidas já no primeiro filme, Uma Jornada Inesperada, quando ele mostra o nosso conhecido Bilbo, interpretado por Ian Holm, escrevendo e narrando o livro que vem a ser O Hobbit. Inclusive percebemos que a construção da cena pertence à Sociedade do Anel, nos momentos que antecedem à festa de 111 anos de Bilbo Bolseiro. Ali, para mim, a intenção do Diretor ficou clara. A partir daquela cena, comecei a entender o filme como antecessor do Senhor dos Anéis. Não um filme só, como o livro, que é uma obra independente do Senhor dos Anéis, tanto que podemos lê-la isoladamente. O Hobbit, como cinema, é uma peça introdutória à Guerra do Anel. Portanto, ao final de tudo, teremos uma história só, dividida em seis partes.

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Peter Jackson, o rei do Condado

J.R.R. Tolkien quando escreveu O Hobbit, não tinha em sua mente o Senhor dos Anéis. Por isso, quem partir do livro, vai perceber que O Hobbit não se liga a aventura de Frodo, Aragorn e Cia. Não à toa, o livro foi a primeira publicação do escritor Sul-Africano. Senhor dos Anéis surgiu de uma necessidade do Editor de Tolkien que queria mais livros sobre hobbits. Depois da publicação, Tolkien, por ter feito uma obra que era quase que uma continuação de seu primeiro livro, se viu obrigado a voltar no Hobbit e fazer algumas reedições de sua obra, justamente, para ligar as pontas e explicar coisas que ficaram obscuras no livro infantil.

Peter Jackson escolheu o caminho contrário. Ele começou adaptando para o cinema O Senhor dos Anéis. Sucesso absoluto de crítica e público, ganhador de vários prêmios. Enfim, uma senhora adaptação que catapultou a fama do diretor. Daí, se o Senhor dos Anéis, obra literária, foi um pedido do Editor de Tolkien depois do sucesso do livro O Hobbit, a adaptação cinematográfica deste foi um desejo dos fãs e um pedido dos estúdios de cinema, depois do sucesso da Trilogia de filmes do Senhor dos Anéis. Por isso, ele se vê numa necessidade de fazer o que Tolkien, de forma espaçada em diversos livros, não conseguiu fazer perfeitamente, que é ligar O Hobbit à sua continuação, O senhor dos Anéis.

Na minha opinião, é dessa situação que vem o que para mim é um dos erros motivadores da ira dos fãs. É que, para começo de conversa, ele adaptou primeiro O Senhor dos Anéis. Estamos falando da obra de literatura máxima do escritor, a “Monalisa” de Tolkien. Não há o que questionar, é o melhor livro de seu acervo bibliográfico, muito superior ao próprio Hobbit. Tanto que o Universo criado por Tolkien gira em torno e se justifica pela narração da contenda de Frodo e do Um Anel de Sauron. Já O Hobbit, apesar de importante e de uma ótima leitura, é um livro infinitamente menos denso, infantil e que não se aprofunda na personalidade dos personagens, afora a de Bilbo Bolseiro, personagem principal da obra. Na MINHA opinião, em nenhum momento a história contada no Hobbit é superior a de O Senhor dos Anéis. Pode ser fluída e prazerosa, mas não melhor. Daí que, Peter Jackson tentou tornar o Hobbit maior do que ele verdadeiramente é, um livro infantil. Por isso meus amigos, se você faz esse tipo de comparação, dizendo que em O Senhor dos Anéis foi melhor por causa disso e daquilo, saiba que você está sendo um pouco exigente demais com uma obra que é inferior aquela de 13 anos atrás. Desculpe-me se de alguma forma posso incomodar com isto que digo, mas é a verdade. Peter Jackson, no que alguns acreditam estar sendo seu principal erro, para mim, vem me agradando muito, pois ele está tornando um livro infantil, que poderia se resolver com um desenho animado, em algo épico e que serve de apresentação introdutória à sua obra cinematográfica maior.

Dessa mentalidade de Jackson advém o que fundamenta a grande maioria das críticas dos dois primeiros filmes do Hobbit. Ele decidiu contar a aventura de Bilbo Bolseiro não em um, nem em dois filmes, mas noutra trilogia. Lembro que essa decisão nem foi principalmente dele. Volto a dizer que Peter Jackson está por trás de três estúdios de Hollywood: A Warner, a New Line e a MGM. Partiu da Warner o desejo de uma trilogia. Na mesma hora que isso foi anunciado, vários fãs largaram o verbo e disseram que o Diretor teria se tornado mercenário, “tá querendo encher o bolso”, “é cria do Capitalismo”, entre outros epítetos sinônimos de ganância. É engraçado isso, pois chega a ser irônico este fato, já que o livro, O Senhor dos Anéis, foi publicado em três partes pelo editor, quando Tolkien queria que fosse em volume único. A explicação do editor é que seria para diminuir os custos. Na minha concepção, inclui-se lucrar.

Mas enfim, após anúncio da trilogia Hobbit, Peter Jackson tratou de acalmar os ânimos quando disse que iria aproveitar para apresentar outros fatos do Universo de Tolkien. Pensando assim, é que aprovo a decisão tomada por ele e o que vem fazendo com a adaptação. Na medida em que o espectador de cinema é um misto de pessoas que tem conhecimento da literatura fantástica do escritor Sul-Africano e de pessoas que só conhecem os filmes, Peter Jackson adquire um trabalho hercúleo, que é o de agradar aos fãs de Tolkien e, ao mesmo tempo, dar sentido e interessar ao espectador apenas do cinema. Com isso, muito da adaptação foi voltada para este fim, bem como, para a ideia de Jackson de ligar uma obra à outra.

Dito isso, parto agora para a adaptação do livro através de algumas cenas do filme. Nesse momento, preciso deixar claro que vou falar do filme em si, o que por tabela, vai redundar em spoilers. Advirto a quem não assistiu ao filme ou leu os livros, que teremos spoilers a partir daqui.

Pois bem, digo que a decisão de Jackson em fazer três filmes acabou por gerar um preconceito entre os fãs, para justificar as coisas que eles não gostaram de ver na tela do cinema. Quando aparece uma cena qualquer, eles cuidam logo de analisar a importância daquilo para o contexto do Hobbit, e não estando lá inicialmente, ou mesmo estando mas não dando fluidez ao filme, o público trata logo de dizer que aquilo é “encheção de linguiça”, desnecessário e que poderia ser apenas dois filmes. Já ouvi alguns dizerem que se deu para fazer um desenho só sobre o Hobbit, dava para fazer, também, um filme só.

Amigos, vocês que leram O Hobbit, convenhamos, tá tudo lá. Desde a apresentação de Beorn, a Floresta das Trevas, os Salões de Thranduil, a fuga nos barris, A Cidade do Lago, Smaug, tudo que tem no livro. Tudo bem que contado de uma maneira diferente, mas respeitando o enredo e o objetivo do livro. Assim como Senhor dos Anéis, a adaptação fez algumas alterações que não prejudicam a fidelidade do filme aos livros.

Acontece que Peter Jackson, querendo agradar aos fãs e ao mesmo tempo o público em geral toma iniciativas que vão desagradar a um ou a outro. Inevitável.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG (2013) EVANGELINE LILLY
Evangeline Lilly como Tauriel

O exemplo mais claro é Tauriel. A elfa não existe na obra original de Tolkien. Ela foi uma das decisões de PJ para atrair público feminino. Até aí tudo bem. Todos os fãs dizem que se ficasse só nisso estava tudo legal. O problema foi que o Diretor criou um “Triângulo Amoroso” e acabou com a história do livro. “É desnecessário”, gritou alguns; “Dá meu dinheiro de volta, isso é uma merda”, gritaram outros. Meu caro fã, me pergunto porque você que condena Peter Jackson hoje, aprovou a maciça utilização de Arwen no Senhor dos Anéis. Por que aceitou matarem Haldir de Lórien? Por que não contestou quando Frodo acredita mais em Gollum e expulsa Sam? Ah não, já sei, é o romance elfo-anão. Inadmissível, não é?

Amigos, Peter Jackson sabia o que estava fazendo. Ele é conhecedor da obra de Tolkien, muito mais do que os que apenas leram os livros e se dizem experts. Ele sabe que isso iria ser inadmissível para a esmagadora maioria dos fãs. Por isso, volto a afirmar que a Elfa e seu suposto romance com o anão, Kili, nada mais é do que licença de roteiro para agradar aqueles que estão tomando conhecimento da obra só agora. Não existe príncipe ou princesa na obra, nem sequer uma donzela em perigo, ou até mesmo aquele cavaleiro andante que luta para vingar a sua amada. Situações estas que são corriqueiras na maioria dos romances fantásticos. Fã, PJ não queria que você interpretasse aquilo como triângulo amoroso, afinal, ele sabe que isso não existe. Tanto é que fez de forma tão sutil, que apenas aquele que ignora a obra de Tolkien tomaria aquilo por romance. E mesmo que fosse, não vi esse crime capaz de gerar sinônimos fecais como adjetivo para o filme. Pense assim, melhor ela apaixonada por Kili do que por Thorin. Já imaginou?

Noutros momentos, percebo que Peter Jackson está tentando agradar aos fãs e o tiro está saindo pela culatra. Ao inserir cenas ou diálogos presentes em outras obras de Tolkien que não O Hobbit, o Diretor, creio eu, pensou que seria uma massagem de conhecimento para os leitores. Só que serviu como motivador de mais críticas pela escolha de fazer três filmes. Muitos consideram desnecessário. Só que não percebem, que está incluído no Universo de Tolkien ou no universo criado por Jackson para o Senhor dos Anéis. Exemplo da inserção de Legolas. O elfo não está presente na obra original, sua inclusão faz parte da adaptação cinematográfica. Entendi perfeitamente o que quis o cineasta ali. Ao inserir Legolas ele agrada as fãzocas do elfo bonitão, mas para o fã dos livros e dos filmes, ele mostra que o objetivo é introduzi-lo na Guerra do Anel, apresentando os motivadores para sua participação no Senhor dos Anéis. Bem, isso era o que o fã poderia notar, mas foi preferível dizer que foi mal utilizado pois ele não tem motivo de estar ali no Hobbit, principalmente fazendo parte de um triângulo amoroso. Ou seja, buscaram defeitos onde o Diretor estava querendo agradar aos dois públicos.

Sem mais delongas, visto que o texto já virou uma peça de defesa do filme, capaz de ser utilizada em tribunais, trato agora, dentre muitos outros exemplos, de Gandalf. Alguns que não compreenderam o que Peter Jackson está fazendo em ligar os filmes da Trilogia Senhor dos Anéis com a do Hobbit, trataram de dizer que o Cinzento é agora o mala da vez. Dizem que PJ criou uma incoerência, digna da de Obi Wan Kenobi em Star Wars. Sabia de Sauron, sabia do Um Anel na mão de Bilbo e nada fez. Amigos, o enfrentamento de Gandalf com o Necromante, o qual veio a ser descoberto como sendo Sauron, faz parte do Universo de Tolkien. E se essa incoerência existe, e deixo claro que para mim não é incoerência, ela foi levantada pelo próprio escritor dos Livros.

Isso porque no Apêndice B do livro O Senhor dos Anéis, no Conto dos Anos que trata da Terceira Era, no ano de 2850,”Gandalf entra mais uma vez em Dol Guldur, e descobre que o mestre alí é realmente Sauron, que está reunindo todos os Anéis e procurando notícias do Um e do Herdeiro de Isildur. Gandalf encontra Thráin e recebe a chave de Erebor. Thráin morre em Dol Guldur”. Visto isso, vamos seguir para o que acontece no Ano de 2890, precisamente 40 anos depois da descoberta de Gandalf: “nasce Bilbo, no Condado”. Perceberam algo estranho? Pois é, eu também. Inclusive, no livro do Hobbit, Gandalf sabe que Bilbo possui um anel mágico. Ora, amigos, se tomarmos o filme, os fãs se apressaram em julgar o roteiro e levantar tal inconsistência inexistente, sem nem mesmo Bilbo ter revelado que possuía esse anel mágico. Apenas no terceiro filme é que teremos explicação para isso. Até o momento, só posso dizer que está coerente com a trilogia de filmes do Senhor dos Anéis, o que demonstra mais uma vez a intenção de Peter Jackson de não deixar pontas soltas entre o Hobbit e sua trilogia de filmes mais famosa.

Com isso, concluo que venho gostando da adaptação do Hobbit pois percebi a intenção do diretor em agradar aos fãs. Certas cenas podem ser desnecessárias e morosas, mas a sua grande e esmagadora maioria pertence ao universo de Tolkien, que nos está sendo mostrado no filme. Assim, Peter Jackson vem me agradando, pois a cada cena uma exclamação parte de mim como, “porra, aquilo tá nos apêndices do Senhor dos Anéis”, “aquilo tá nos Contos Inacabados”, etc. E por mais que sejam desnecessárias, foram colocadas ali por um motivo, que no mínimo foi agradar ao fã. Por isso tenho gostado, pois não se trata de adaptação apenas do livro infantil, mas de muitos materiais de Tolkien.

Não tratei aqui de aspectos técnicos, como edição, filmagem, fotografia, trilha sonora, figurino etc. Isso porque não vi, afora alguma coisa aqui e ali, diferença significativa com o que foi feito em O Senhor dos Anéis. Não falo da utilização do 3D, o que chega a ser subjetivo tendo em vista que alguns, por mais que essa inovação seja agradável, preferem assistir a filmes 2D, pois não tive a oportunidade de ver o filme em terceira dimensão. Agora, buscar defeitos na parte técnica, isso vai ser fácil, pois até as maiores obras do cinema as possui. Mas desmerecer o filme por isso, é atestar que estava no cinema para criticar. Trabalho de críticos do cinema, que mesmo estes, tem elogiado o filme.

Fica só a dica de algumas coisas: Ainda teremos um terceiro filme, o que explicará muita coisa; personagens como Beorn, considerados subutilizados, terão seu papel no 3º; Não busque individualizar cada anão, pois os 13 são um personagem só em diversos momentos da trama, tanto do livro como nos filmes; tente se divertir ao perceber cenas que não fazem parte do Hobbit, mas pertencem às outras obras literárias; por fim, fique puto com o que não lhe agradou (Tauriel feelings), mas busque entender o porque da utilização.

O amigo, não tem obrigação de mudar de opinião, e nem pode. Questão de gostar ou não gostar não é discutível. Apenas saiba, que a intenção era te agradar. Daí vem o maior erro de todos de Peter Jackson, pois nem Erú, O Único, agradou a todo mundo.

Por Iêdo Júnior

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Um comentário

  1. Olha, eu concordo com você: adorei o filme. E não é nem por causa de tudo o que você expôs acima, é mais simples: nas 3 ou 4 vezes em que vi no cinema, eu achei foda demais. Ponto. Não obstante, curti sua análise.

    Sobre esse trecho:
    “Meu caro fã, me pergunto porque você que condena Peter Jackson hoje, aprovou a maciça utilização de Arwen no Senhor dos Anéis. Por que aceitou matarem Haldir de Lórien? Por que não contestou quando Frodo acredita mais em Gollum e expulsa Sam? Ah não, já sei, é o romance elfo-anão. Inadmissível, não é?”

    Olha, eu considero inadmissível o romance elfo-anão. Assim como considero inadmissível a expulsão do Sam. Os outros dois não são inadmissíveis, embora sejam também desnecessários. Eu lembro de quando eu li OSdA a primeira vez, fiquei em choque de como eles mudaram os acontecimentos em Cirith Ungol.

    Mas afinal, eu acabei aceitando, e continuo adorando o filme, assim como adoro A Desolação de Smaug. O que penso é: o filme é uma obra separada do livro. Mesmo que seja _baseado_ no livro, algumas alterações ocorrem. Desde que fiquem legais, que me entretenham, ótimo, e foi assim com os filmes d’O Hobbit.

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