House Of Cards: Terceira Temporada

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Após uma primeira temporada de tira o folego em 2013, House of Cards elevou o nível um pouco em seu segundo ano. Oferecendo uma história intrigante e protagonistas cheios de nuances que nos faziam ama-los, temê-los ou desejá-los ou tudo isso junto. Apesar de focar na politíca seu tema era sempre abrangente…Poder. Pois bem, esta terceira temporada mantém esse tema mas peca ao transformar o poder em algo palpável e até mesmo um fardo.

É gritante a diferença de posicionamento de Frank Underwood (Kevin Spacey) agora no cargo mais importante do mundo e sua falta de traquejo para ser o líder da nação, o que afeta todos ao seu redor em especial sua relação com sua esposa Claire (Robin Wright). E isso meio que desconstrói tudo que foi percorrido nas temporadas anteriores visto que o cinismo, a ganância e o maquiavelismo do personagem eram seu ponto forte. O lado que fazia a série ser brilhante e prender sua atenção, simplesmente desapareceu nesse sentido. Vemos um personagem fraco, desatento em um emaranhado de emoções que não condizem com o que achávamos dele até então.

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Até a sacada genial que é a quebra da quarta parede onde Frank dialoga com os telespectadores foi usada de forma muito contida nessa temporada o que prejudica a empatia do público com o personagem.

Como dito o desequilíbrio de Frank afeta a todos, em especial a Claire. A personagem forte que comandava Frank dos bastidores e o mantinha guerreiro e pronto para tudo desapareceu. Apresentaram uma mulher desesperada, despreparada (o que é muito enfatizado), que não consegue ver o diabo nos detalhes muito menos o panorama geral das coisas.  Em certo ponto Irresponsável e descontrolada o que era difícil ver em toda a atração.

Mas apesar de todos os deslizes a série ainda tem seus momentos únicos como abranger o panorama mundial como poucas séries fazem (Rússia Feelings). Pouco se importando com audiência e dedicando um episódio inteiro a um personagem secundário Doug Stamper (Michael Kelly) que merece premiação pela atuação seca e verossímil de quem luta contra a dependência química. Ou tocando em temas delicados como a luta LGBT e o aborto de maneira clara e abrangente.

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Em suma a terceira temporada tem seus pecados e termina de uma maneira muito abrupta. A torcida é que na quarta temporada eles consigam voltar as origens e revivam o diabólico Frank Underwood com seu maquiavelismo sem igual. Com força pra manipular e não ser manipulado e com quebras da quarta parede a ponto de nos fazerem sentirmos parte do castelo de cartas que é a série.

Ps: Finalizo com algumas das frases de House of Cards, mais sensacionais até aqui.

“Para aqueles de nós escalando até o topo da cadeia alimentar, não pode haver misericórdia. Só há uma regra. Cace, ou seja caçado.”

“Dinheiro é mansão no bairro errado, que começa a desmoronar após dez anos. Poder é o velho edifício de pedra, que se mantém de pé por séculos. Não respeito quem não sabe distinguir os dois.”

“Um grande homem já disse: tudo é sobre sexo, exceto o sexo. Sexo é sobre poder.”

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Por Jefferson Lobo

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Um comentário

  1. Série fodona..detestei a última temporada e concordo que fugiu um pouco da premissa…mas é assim mesmo poder é poder

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