007 Contra Spectre – Crítica

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“Tempus Fugit”

O que falar do 24º filme da franquia mais duradoura do cinema sem pensar na frase dita pelo próprio espião no longa. O tempo voa, e esse inexorável tempo atingiu sem sombra de dúvida o famoso agente britânico criado por Ian Fleming. Essa é a impressão que fica após assistirmos a 007 Contra Spectre. Nele o personagem James Bond assim como Daniel Craig, o ator que o interpreta, mostram visivelmente seu desgaste nas telas.

Nesse último filme Bond tem que correr contra o tempo pra desvendar e desmontar uma organização chamada spectre e que está de certa forma diretamente ligada a ele e ao MI6. O enredo do filme é meticulosamente baseado em histórias clássicas do espião em que pra salvar o mundo ele enfrenta um vilão maquiavélico e cheio de complexos, dessa vez interpretado pelo fantástico Christoph Waltz dando vida a Franz Oberhauser, líder do Spectre.

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Com várias cenas de ação de tirar o fôlego o longa meio que se repete em clichês e por ser o maior filme da franquia quando se trata de tempo, as duas horas e vinte oito minutos do filme parecem ser um pouco semi-aproveitadas em excesso. Como Bond está em uma missão particular para achar e eliminar Franz Oberhauser as vezes parece que o filme gira em círculos como o ponteiro de um relógio. O próprio Bond mostra em seu semblante o cansaço quando dialoga com Madeleine Swann (Lea Seydoux) uma das bondgirls e ela o indaga se é essa vida a qual ele escolheu, caçar, ser caçado, viver a olhar pelos ombros. A aposentadoria chegou para o maior agente secreto de todos os tempos?

Isso é ruim, talvez, mas tendo como base os três filmes anteriores interpretados por Craig, esse talvez seja o que ele está mais a vontade no papel. O humor seco e tipico das atuações dele ganham um ar mais refinado. Assim como os diálogos que circundam a trama, fazendo menções aos filmes clássicos do tempo de Sean Connery e Roger Moore.

A direção de Sam Mendes continua no ritmo de Skyfall, apesar da comparação com o filme anterior ser bem injusta pois o longa predecessor tinha um roteiro bem mais firme. As tomadas de ação são eficazes com destaque para a cena no trem. Outro fator que abrilhanta 007 Contra Spectre sem dúvida é a fotografia de Hoyte van Hoytema, além de dar destaque aos planos focando em close nos personagens em contraponto o plano de fundo o uso de alguma lente especial pra dar destaque aos olhos dos personagens enche a tela literalmente.

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O elenco conta com nomes já carimbados como Ben Whishaw como Q, o contramestre do MI6. Naomie Harris como Srta. Eve Moneypenny, a assistente de M. Dave Bautista como Sr. Hinx. Monica Bellucci como uma surpreendente Bond girl interpretando Lucia Sciarra. Ralph Fiennes como M  o chefe do MI6 sóbrio como sempre. Rory Kinnear como Bill Tanner, o chefe de gabinete da agência. Andrew Scott como Denbigh,(apelidado por Bond de “C” ) um novo membro chefe por assim dizer do MI6 e ótimo antagonista para M, tendo um embate burocrático digno de nota.

Ainda falando de elenco como eu falei no inicio da critica  “o tempo voa”,  o próprio Daniel Craig disse que só voltará para o papel por muito dinheiro, oficialmente ele ainda tem contrato pra mais um filme, mas tanto a mídia como a própria produtora dos filmes de 007 já abriu a lista para quem vai viver o novo Bond. Nomes como Idris Elba, Damian Lewis e até uma mulher, a bela  Emily Blunt são cotados. Eu particularmente acho que Craig foi fenomenal no papel, e impôs uma nova vida a franquia com seu Bond duro, frio e alquebrado em certos momentos, uma fuga do que estávamos acostumados a ver.

Enfim 007 Contra Spectre é um bom filme, sim um dos melhores da franquia, entregando sempre o que se espera de um filme de Bond, belas mulheres, carros velozes e sofisticados, tecnologia surreal e muita ação. Se fosse pra ranquear essa nova fase da franquia 007 eu diria que Contra Spectre está abaixo de Skyfall, empatado com Cassino Royalle e bem acima de Quantum of Solace. Uma boa média no fim das contas.

Quanto ao futuro da franquia e se teremos mais uma vez Daniel Craig com licença para matar e pedindo sua vodka-martini (Batido. Não mexido) só o Tempus Fugit dirá.

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Por Jefferson Lobo

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