Star Wars – O Despertar da Força – Crítica

star capa

Bem depois de assistir o novo filme de Star Wars, dirigido por J.J Abrams só tenho a dizer duas coisas: Sensacional e Covarde. Não se preocupem vou me explicar.

O filme é sensacional em tudo, desde as tomadas no espaço, até mesmo a engenharia das naves, as referências, os designers dos personagens e toda a mítica que envolve a opera espacial que é guerra nas estrelas. Com tudo isso e cenas de ação de tirar o fôlego o que nos resta é a história e os personagens, e ai a coisa se complica.

Serei breve em falar de Finn e Kylo Ren, os dois personagens do cerne principal introduzidos no novo longa. Finn (John Boyega) tem uma premissa interessantíssima, o stormtrooper revoltado com a sua condição que vira um “traidor” e acaba embarcando em uma aventura bem maior.

Kylo Ren (Adam Driver) é um pouco mais complexo e até poucos momentos antes de tirar o capacete pela primeira vez parecia ser um vilão estrondoso, com uma dualidade para cair para o lado da luz (que sacada fantástica) e uma quebra da ordem natural que podia render muito.Tudo isso foi  subaproveitado para dar espaço a heroina principal que rouba muito a cena.

Rey ( Skywalker?) interpretada por Daisy Ridley é tudo que o escolhido pela força deveria ser. Mostra sabedoria, coragem, determinação e poder originários em seu cerne… E ai talvez esteja um ponto forte e um ponto fraco do filme. Ela é tudo em demasia. Prestem bem atenção na linha temporal dela no filme, ela mostra força ao derrubar dois  capangas que tentam roubar o bb8, mostra que sabe se virar sozinha e fugir muito bem obrigada, sem dar as mãos, foge de caças da primeira ordem em uma nave que mal conhecia (Uma piloto melhor que próprio Poe Dameron vivido por Oscar Isaac), meio que salva Han e Chewie de mercenários, mostrando a Han como consertar e pilotar a Millenium Falcon, em menos de um dia domina a força, ganha um embate mental usando a força contra um oponente forte e familiarizado nessa arte, tem  o domínio que Obi-Wan demorou décadas para desenvolver sobre o controle da mente em apenas alguns segundos. E dai para mim vem algo que realmente incomoda um pouco, na parte da luta contra Kylo Ren, depois de ganhar no uso da força novamente, pega o sabre que nunca tinha empunhado, e vence a luta contra um ex-Jedi treinado por Luke que esta na transição pro lado sombrio, e que matou todos os outros “novos jedis” que também tinham sido treinados por Luke. E no fim ainda é incumbida da missão de ir ao encontro do último Jedi levando a Millenium Falcon e o sabre de luz (que agora como uma varinha de Harry Potter escolhe seu dono). Se J.J Abrams queria dar o empoderamento feminino ao universo Star Wars sem duvida nenhuma ele conseguiu. Mas isso, ainda assim é sensacional. Tudo que falei acima é bem construído e desenvolvido apesar de parecer que a Rey tem mais poder que o próprio yoda isso pode ser relevante se ela for realmente uma Skywalker, e o filme deixa isso subentendido.

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Agora falando da “Covardia”… O paralelo com uma nova esperança:

Foi repetido: O plot da jornada do heroi,  que vive num paneta isolado e desértico, e de forma coincidente é envolvida na aventura, por conta de uma informação misteriosa contida em um droide.

Mais uma vez: O plot do mentor durante a viagem, e esse mentor ter um mesmo destino, (Ben kenobi/ Han) deixando um vácuo que foi/será preenchido por Yoda/Luke.

Continuamos: Com o plot do novo integrante dessa guerra espacial que não quer fazer parte desse confronto, mas pela namorada em potencial, se envolve na mesma (Han no IV/Finn no VII).

Retornamos: Ao plot da arma de destruição em massa, antiga estrela da morte e agora Estação Starkiller, que apesar de causar uma devastação bem maior não tem o mesmo impacto da antiga. Fique registrado que a ideia de roubar a energia de uma estrela é de uma genialidade sem igual.

mille

Acho que O Despertar da força funciona como um filme ponte. A transição que cada fã esperaria ver para uma aventura bem maior. Ganchos para isso o filme deixou. Rey é realmente filha de Luke? Finn se recuperará? Snoke o líder supremo é o novo mestre sith? A primeira ordem é tão poderosa assim? Luke será o novo mestre Yoda?

Detalhes a parte, sem dúvida o filme vale cada minuto e eu realmente vibrei, gritei e chorei como um fã que volta ao passado e fica feliz em ver que toda a magia do universo Star Wars ainda está presente.

A força realmente despertou e foi um tremendo despertar.

Ps: O minuto mais marcante sem dúvida é a parte que o Luke aparece, não tem como não se emocionar.

Por Jefferson Lobo

luke

 

 

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3 comentários

  1. Eu acho que somente agora o uso da força está sendo bem mostrado. Antigamente não sabiam direito o que fazer com ela e não tinham tantos recursos pra efeitos especiais. Há uma disparidade entre Rey e Luke enquanto novatos? Sim, mas a “culpa” é dos filmes antigos. Era um erro que precisava ser corrigido ou ia-se continuar usando a força só pra abrir portas e levitar coisinhas.

  2. Gostei do filme…Apesar de ser uma grande homenagem como vc falou teve todo um capricho e uma cena épica… Luke aparecendo me arrepiou geral…

    E que atriz é essa menina que faz a Rey..

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