House of Cards – Crítica 4º Temporada

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Falar da volta do casal Underwood a nossas vidas é como estar em um carrossel de sentimentos e dramas. Como não amar e odiar o casal mais controverso da televisão e que  provoca reações de êxtase completo a mais pura depressão ou pena alheia.

A 4º temporada de House of Cards começa onde a terceira termina, com o rompimento do casal e as tramas e conspirações que vão dar o tom da primeira metade dessa temporada. Um jogo de poder, ego e disputa entre o casal para que eles possam ser ambos protagonistas (Claire exige seu cargo = empoderamento feminino), que é tema recorrente nos dias atuais, aliás todas as mulheres da série são fortes e tem personalidades definidas o que dá um charme a mais no entretenimento criado pela Netflix.

Além de seguir o rumo que sempre foi o de mostrar os podres da politica essa quarta temporada de HoC traz de volta um elemento que marcou a série,  a quebra da quarta parede, que é quando Frank fala diretamente com o público, algo que foi bem menos explorado na terceira temporada,mas que nessa volta com um equilíbrio perfeito.

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Podemos elencar alguns pontos marcantes dessa quarta temporada:

  • A temporada termina com Frank e Claire quebrando a 4ª parede, Coisa que nunca tinha ocorrido antes, será que na próxima podemos esperar Claire também usando esse recurso assim como Frank?
  • A Imprensa volta a mostrar sua força no papel de Tom Hammerschmidt (Boris Mcgiver) e na busca incansável por mostrar a verdade, uma série dessas não podia deixar de lado o quarto poder.
  • A volta de personagens que apareceram em outras temporadas o que mostra que a série tem seu próprio microcosmo e reforça o apelo nas reviravoltas que o roteiro dá. Destaque pra Freddy que reaparece confrontando Frank e ainda mostrando um pouco das suas convicções enquanto homem.
  • A OCI é o  novo problema diplomático. Oriente Médio e terrorismo causados e usados pelos políticos. Tema bastante delicado para os americanos que ainda sangram quando se fala do onze de setembro, mas ao que parece HoC tem crédito para falar do que quiser.
  • O fim de pacientes terminais e a questão da dignidade na hora da morte. Com destaque para Ellen Burstyn como Elizabeth Hale a mãe de claire e sua monstruosa interpretação.

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Bem a série cresce bastante e nos mostra um novo adversário para os Underwood na figura de Will Conway ( Joel Kinnaman) candidato republicano a presidência e um excelente antagonista visto que ele e a família são quase o oposto ao que os Underwood são. Esse embate prende muito no ato final e talvez tenhamos mais dele no decorrer da quinta temporada.

Enfim, o final dessa quarta temporada deixou um suspense pra quinta temporada visto que os Underwood entraram em uma sinuca de bico e estão tentando sair dela virando a mesa, será que a repercussão da estratégia deles pode dar a presidência ao casal mais politicamente incorreto da tv ou será o declínio para o recomeço do zero na próxima temporada?

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Ps: Esperar um ano para ver a quinta temporada é de remoer o coração.

Robbin Wright e Kevin Spacey são animais na interpretação de seus personagens e tão verossímeis em seus defeitos que chegam a assustar em cena.

Alucinações do Frank mostram o quão ele é atormentado por seus fantasmas.

O mix entre os ensaios nos discursos e as colocações em tempo real deram uma margem legal de como os Underwood são metódicos e sabem manipular as coisas ao seu favor.

” Nós não nos submetemos ao terror… Nós Criamos o Terror. “

                Frank e Claire Underwood

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Por Jefferson Lobo

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3 comentários

  1. Gostei da crítica.
    Gostaria de acrescentar algo que me chamou atenção nos primeiros episódios. O tom da série, ao meu ver, havia mudado. Frank transpirava a própria Tensão, emerso completamente em seus devaneios e sentimentos, esquecendo que nós estávamos assistindo a tudo. A interação com o público quase não se fez presente, passamos de comparsas para estranhos. De fato, tornamo-nos a extensão de Frank e Claire, voltando a entrar em consonância apenas quando ambos retornam. A partir dai, a serie volta ao ritmo de antes. Temos de volta o bom e velho House of cards.

    Gostei muito desse inicio de temporada, acredito que conseguiu cumprir o proposito de nos fazer sentir a crise e compreender os dois lados da moeda, se tenha sido este um dos objetivos. Todos nós dividimos planos, camas, intrigas, sentimentos, bebidas, cigarros, e o gosto exuberante do poder. Todos nós somos Underwood.

    • Muito interessante o ponto de vista man… Tmb achamos que a série consegue passar esse gostinho do poder a quem assiste… Abraço e que venha a quinta!

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