Punisher Netflix

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Para começarmos a falar de Justiceiro da Netflix, precisamos entender o conceito de como funciona os heróis e salvadores do tempo moderno que passamos a amar e adorar. Batman, Superman, Homem Aranha apesar de terem suas próprias noções de justiça nunca vão até os finalmente quando se trata de punir os infratores da lei.
O justiceiro pune.
Entendido esse conceito de assassinar as vezes com requintes de crueldade os vilões, temos a nova serie da marvel, que nos apresenta um Frank Castle já integrado com o universo de séries que já conta com o Demolidor, Jéssica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage.

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A série do justiceiro foge muito do senso comum do que foi mostrado até aqui e mostra um anti-herói que busca sua vingança contra aqueles que mataram sua família para lhe atingir e durante essa primeira temporada, acaba por descobrir uma rede de intrigas que lhe conectam com o passado nos fuzileiros e cria uma rede de ação e suspense que dão um brilho muito especial a esse 1º ano da atração.

Ter enveredado por esse lado de espionagem que lembra Jason Bourne e filmes nesse sentido pôde ajudar a desenvolver outras facetas do personagem, como o Microchip (que está bastante mudado nessa adaptação) e acaba criando uma sintonia muito boa com Frank Castle/Punisher. O vilão retalho também é muito bem desenvolvido principalmente a cena que fará jus ao seu batismo, já que até o final da série ele aparece como Billy Russo. Aliás essa rede de personagens do universo do justiceiro se interligam de maneira simples, sem forcação de barra. A série é extremamente fluída e em momento nenhum você sente o peso dos 13 episódios.

Mesmo tratando de temas maduros como crimes de guerra, politica armamentista, dramas psicológicos de ex-soldados, xenofobia e corrupção nas altas esferas da forças militares do EUA, a série de Steve Lightfoot em nenhum momento, dá um parecer final sobre esses temas ou traz para si a verdade absoluta, mostra diversas perspectivas desses temas e os joga na cara do espectador para que ele tire suas próprias conclusões.

Enfim, terminamos de falar de Justiceiro tratando da ação e da violência exacerbada que é cuspida com maestria durante os 13 episódios. Em nenhum momento a violência é gratuita, sempre é dada com o propósito de demonstrar as faces do personagem e do seu mundo que combate o fogo com mais fogo. Detalhe para a cena de interrogatório de Castle nos momentos finais da série e para o embate final contra Billy Russo que dá agonia em quem assiste. Outro destaque vai para a atuação de Joe Bernthal que entrega um Justiceiro voraz e fragmentado, que não tem piedade no processo de apavorar com todos os que atravessam seu caminho na sua busca por solucionar os traumas de seu passado.

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O único ponto que fica em questão na série é o que esperar de uma segunda temporada pois durante toda essa temporada fica no ar a perspectiva de um horizonte para Frank Castle que não seja a violência(uma redenção ou algo do tipo) que como sempre não será tratado já que todos sabemos que a segunda temporada está confirmada e o justiceiro voltará explodindo a tudo e a todos.

Por Jefferson Lobo (@jeffersonwayne)

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